02/12/2009

O primeiro acidente de carro a gente nunca esquece

E se eu não tivesse saído cinco minutos antes do fim da aula?

E se eu fosse pra casa, em vez de ir encontrar minha mãe no trabalho dela?

Por que comigo?

Ainda não consigo acreditar que sofri um acidente de carro. Na verdade, não quero acreditar que meu carro foi destruído em menos de cinco segundos. Não quero aceitar que um moleque recém-saído das fraldas conseguiu fazer um estrago daquele tamanho.

Às 11h50, eu estava saindo da UnB para almoçar com a minha mãe. Tinha mudado de ideia de última hora; havia comida em casa, mas queria encontrar mamis. A professora estava enrolando para terminar a aula, então resolvi me poupar do blablablá dela e ir embora logo, pra não pegar trânsito.

Caía uma chuvinha fina. “Ainda bem que saí mais cedo, dá pra ir mais devagar”, pensei. Menos de um minuto depois, meu carro estava atravessado na pista, e eu estava a um passo de entrar em choque. O garoto, um tampinha que mal tinha um metro e meio, estava saindo do estacionamento e “não me viu”. Ele entrou na lateral do meu carro, logo depois da porta do motorista. Na pista molhada, perdi o controle da direção, não consegui frear e invadi a pista no sentido contrário. Bati de frente com outro veículo. (Difícil de imaginar? Veja o esquema.)

Eu estava em baixa velocidade, não devia nem ter chegado aos 50Km/h ainda. Quando houve o impacto na lateral, sabia que tinha acontecido alguma coisa, fiquei assustada, mas não me desesperei, porque sabia que não era nada grave. O pior foi o instante seguinte. Quando vi o outro carro vindo na minha direção, pensei: “será que eu vou morrer?”. Sim, tenho a lembrança nítida na minha mente. Não teve “filminho”, só essa pergunta. Logo depois, ouvi o barulho da batida e vi o capô do meu carro levantar, e um movimento lento pra trás devido ao impacto. Agora eu tinha certeza que o estrago era grande.

Não sofri nada, o que é ótimo, mas meu carro… Nunca vi ele fora do estado perfeito em dez anos de convivência. Por mais que consertos em lataria sejam chatos e complicados, eles doem menos do que uma frente destruída. Eu fui a mais prejudicada na batida. O carro do menininho desatento só teve o farol direito quebrado e um quebradinho no para-choque; o veículo que bateu de frente com o meu teve a frente avariada.

Para piorar meu estado, o rapaz que causou tudo isso estava acompanhado de quatro pessoas. Enquanto esperávamos a Justiça Volante, ele falou que começou a dirigir há pouco tempo. Ah, pra quê?! Sentenciei o imbecil naquele momento. Garoto inexperiente dirigindo carro zero com a galera não dá boa coisa. A vontade de se exibir fala mais alto. Deu no que deu. Agora ele vai ter de bancar o prejuízo de três carros; só pra consertar o estrago feito no meu Kadett, ele vai gastar cerca de dois mil reais.

Pensei que não ia viver essa experiência tão cedo. Tomo cuidado com o carro, sou atenta no trânsito, não falo ao celular, evito levar muita gente para não me distrair… e é justamente comigo que acontece essas coisas. Claro que eu sou grata a Deus por não ter me machucado, mas dói ver o meu xodó daquele jeito. É, parece que sou mais materialista do que imaginava.

Bem, além do desabafo, queria deixar um conselho que eu recebi na época da autoescola e me foi muito útil hoje. Se vocês vierem a se envolver em algum acidente de trânsito, acionem a Justiça Volante. Salvem esse número no celular: 0800-644-2020. Procurem saber se existe esse serviço na sua cidade, poupa muita dor de cabeça e facilita os acordos. ;)

Torçam por mim para que tudo se resolva e eu possa ter meu bebê perfeito novamente – o mais rápido possível. Por enquanto, não vou colocar as fotos dos danos, estou muito fragilizada com essa situação. Talvez eu deixe para quando ele estiver consertado, fazer um “antes e depois”. Aguardem.

12/11/2009

A primeira viagem da foca

Amanhã eu vou pra Catalão, cidade goiana a 300Km de Brasília, fazer minha primeira reportagem fora do quadradinho conhecido como Distrito Federal. Também é minha primeira viagem como foca – foca é o apelido carinhoso para jornalistas iniciantes. Vou passar um dia e meio lá: chego sexta, na hora do almoço, e volto no fim da tarde de sábado.

Essa viagem é a experiência mais (in)tensa de uma disciplina chamada Técnicas de Jornalismo. A preparação começou há um mês; os alunos pesquisaram sobre a cidade e sugeriam temas para as reportagens. Depois, foi feita a divisão por editorias (política, economia, cultura) e cada repórter começou a preparar a pauta. As últimas semanas foram de apuração: pesquisa de fontes, agendamento de entrevistas e levantamento de informações. Parece fácil, e seria se a telefonista da faculdade não boicotasse os interurbanos dizendo que “o número não existe” ou que “ninguém atende”, mas no fim das contas deu pra entrar em contato com as pessoas de lá.

Eu estou na editoria de meio ambiente, farei uma reportagem sobre a questão da conservação dos parques e reservas ecológicas de Catalão. Minha vontade era fazer uma matéria sobre orçamento participativo, pois não é um assunto conhecido pela população, ela não sabe como contribuir, como fiscalizar, etc.,  mas acabei “seduzida” pela situação ambiental de Catalão.

Uma das provas de fogo dessa viagem é conciliar o tempo às necessidades de cada pauta. No meu caso, vou entrevistar três fontes oficiais e ainda vou colher a opinião de cidadãos de Catalão. Além disso, ainda existem reuniões de pauta com a professora (que no caso é a editora-chefe) e reuniões das editorias. Para minha sorte, a editoria de meio ambiente conta com 3 repórteres, então o encontro é mais fácil e rápido.

Para quem quiser acompanhar minha viagem, é só ficar de olho no meu twitter. A saga começa amanhã bem cedo: às 6h30 vamos sair da universidade rumo a Catalão, mas antes disso eu já devo dar pelo menos uma tuitada, heh. Quem tiver perguntas/dúvidas, é só mandar uma tuitada ou deixar um comentário. Desejem-me sorte!

Um beijo e até a volta! ;D

01/11/2009

Matemática simples

Faculdade + emprego + estudar pras provas + trabalhos = FALTA DE TEMPO

Esses são os motivos de eu ter passado mais de um mês longe daqui. Depois que entrei para a empresa júnior da faculdade (haverá um post sobre isso, não esquentem!), mudei alguns hábitos. Ah, vocês esperavam que eu dissesse que tenho menos tempo livre pra blogar, não é? Sim, também, mas desta vez não foi o principal motivo.

Minha mudança de hábito se resume basicamente ao computador. Quem diria! Eu, tentando me manter longe do pc? Haha! Pois é verdade. Continuo passando em média oito horas por dia em frente ao computador, mas cortei o uso dessa máquina para o lazer. Bem, exceto nos dias de Fórmula 1, em que eu fico tuitando durante as corridas. Hehe.

Minha prioridade continua sendo a faculdade, mas o pouco do tempo livre que tenho agora é usado para fazer nada. Um exemplo: tirar um cochilo depois do almoço. Quarenta minutos revigorantes! Se estiver chovendo, melhor ainda, pois barulho de chuva embala o sono que é uma beleza!

Também aproveito meu tempo livre na cozinha, criando alguma comidinha mais interessante. Quem almoça na rua a semana inteira me entende. Às vezes falta o tempero, falta a criatividade ao cozinheiro, ou então a carne não está no ponto desejado. Mesmo que seja miojo, meu fim de semana é mais gostoso quando eu posso inventar o molho, rs.

Por essas pequenas alegrias, pelos curtos momentos de sossego, o blog ficou parado durante o último mês. Entretanto, a vontade de blogar ficava me cutucando de vez em quando, de escrever sobre um assunto legal, ou polêmico, como costumo fazer. Por isso, essa matemática do tempo vai ter de abrir um espaço para o FDC, porque não dá pra ficar longe daqui! :D

Obs.: Coincidência ou não, hoje o FDC completa cinco meses!