Blog Action Day: Água

No Brasil, o desperdício de água parece ser maior que em outros países. Não conheço pesquisas a esse respeito, é apenas uma observação minha. Aqui, calçada é varrida com mangueira, banho dura meia hora, e as piscinas das mansões estão sempre cheias, mesmo durante a semana.

Aí eu vejo vídeos da rotina de gente que vive nos EUA, Canadá, Inglaterra… fico chocada com a diferença de hábitos. O que me chama mais atenção é a forma como eles, do hemisfério lá de cima, limpam a casa. É tudo a seco. Borrifam um produto de limpeza, passam um pano e pronto, tá limpo.

Por que esse comportamento? Porque por lá existe a consciência de que água é escassa, e o preço alto da conta os lembra de como é importante economizar. E no Brasil? As donas de casa adoram lavar banheiro/quintal/varanda com baldes e mais baldes de água. Ninguém lembra nem de fazer o básico, como lavar a louça ou escovar os dentes com a torneira fechada.

O estilo de vida brasileiro em relação à água é de exagero. Sim, somos um país privilegiado por ter muitos rios e lagos, mas isso não nos dá o direito de esbanjar. É preciso não só economizar água como também preservar os mananciais, constantemente ameaçados por construções irregulares, poluição e devastação.

O vídeo acima (em inglês) resume bem a importância do líquido mais precioso para a humanidade. Vale o clique.

Post dedicado ao Blog Action Day, dia em que blogueiros de todo o planeta se mobilizam para discutir um mesmo tema. Participe também! Retuite este post, escreva o seu e deixe o link nos comentários. ;)

Números do Blog Action Day 2010: 5.600 blogueiros de 143 países, alcançando mais de 40 milhões de leitores.

A primeira viagem da foca: a reportagem

Há dois meses e meio, eu contei que iria viajar para fazer uma reportagem. Hoje, último dia do ano, vou relembrar essa aventura. Talvez daqui a alguns anos eu me ache ridícula por chamar isso de “aventura”, mas acho que essa é a palavra que melhor descreve minha experiência.

No dia 13 de novembro, às 7h30 de manhã, a turma de focas seguia rumo a Catalão (GO). Cinco horas mais tarde, estávamos largando nossas malas no hotel. Então, é pra valer, pensei. Já havia agendado as entrevistas e apurado o máximo de informações semanas antes. Sentia-me segura, apesar de sentir a ansiedade o tempo todo querendo me atormentar.

Depois do almoço, conferi meu roteiro para a primeira entrevista. Reli (pela milionésima vez) minhas anotações, observando as informações que eu poderia confirmar ou confrontar com a fonte. Verifiquei também meus equipamentos: gravador, câmera fotográfica, canetas e bloquinho. Meus professores frisavam o tempo todo para não confiar só no gravador, pois ele pode falhar a qualquer momento e você nem se dá conta. Fazer anotações durante a entrevista também ajuda quando você for escrever a matéria.

Minha pauta era sobre a situação dos parques e reservas de Catalão. A cidade cresceu muito com a atividade mineradora, só que esse desenvolvimento não parecia incluir o cuidado com o meio ambiente – e foi aí que comecei a pesquisar áreas de preservação, o estado de conservação dos parques, as propostas do governo, etc.

Na tarde do dia 13, entrevistei uma doutoranda em geografia, Magda Valéria, que também é professora. Ela me levou para conhecer parques, nascentes e áreas de preservação, e eu pude constatar como estava a situação desses locais. Essas observações seriam úteis para o dia seguinte, quando tinha uma entrevista com o secretário do Meio Ambiente. Quis saber também a opinião da Magda, as expectativas dela, pois talvez eu pudesse incluir isso na minha reportagem.

Quando voltei para o hotel, no fim da tarde, encontrei meus professores e relatei como foi a primeira entrevista. Conversamos sobre o enfoque da matéria, as informações conseguidas com a Magda, a hierarquia do conteúdo da reportagem. Desde o primeiro momento, o jornalista tem que pensar no produto final, e o editor está sempre ajudando.

No sábado, 14, fui para a entrevista com o secretário do Meio Ambiente, marcada para 10h da manhã. No encontro, ele me mostrou as prioridades dele para a pasta, como eles trabalhavam, como o licenciamento ambiental era feito. Quando terminei, assim que saí do prédio, resolvi conferir o gravador. Qual não foi a minha surpresa quando vi que ele não havia gravado NADA! Nunca foi tão grata por ouvir e acreditar nos professores. Minhas anotações me salvaram!

Voltei para o hotel para encontrar as outras duas repórteres de meio ambiente, que haviam entrevistado o presidente de uma associação ambiental, para trocarmos as informações apuradas. Almoçamos e depois saímos juntas para fazer as fotos que iriam ilustrar nossas matérias. Voltamos por volta das 14h, e passamos o resto da tarde descansando no saguão do hotel, curtindo a máquina de café (tomei 3 xícaras de chocolate quente) e conversando com os focas que iam chegando. Às 18h, todo mundo estava pronto pra voltar pra Brasília.

No domingo, só descansei. Só na segunda comecei a mexer com tudo o que tinha apurado: informações que tinha antes de viajar, as entrevistas gravadas, as anotações que fiz em Catalão, as informações que aproveitei de outros repórteres. Aos poucos fui montando minha reportagem de dez mil caracteres. É, o tamanho também me assustou no início, mas as ideias vão fluindo na hora em que você está escrevendo… encaixa a frase do secretário aqui, faz um contraponto com a declaração da doutoranda, agora coloca a descrição do local. E quando você termina, é incrível como tudo parece estar no seu devido lugar.

Entre a última semana de novembro e a primeira de dezembro, realizamos o fechamento da revista. Fomos um pouco atrapalhados pela greve na universidade, e muito atrapalhados pelo sistema de postagem, mas deu tudo certo no final. Nesse período, fizemos os ajustes finais nas matérias: revisamos os textos, inserimos as fotografias, acrescentamos hiperlinks e boxes.

Vocês podem conferir aqui a minha reportagem, intitulada “Mobilização em defesa do meio ambiente“. Ela representa não só um trabalho jornalístico que realizei, mas um acontecimento marcante para mim em 2009. Uma experiência completa, pessoal e profissional. É por isso que resolvi deixá-la registrada aqui no blog no último dia do ano.

Obrigada por lerem até aqui, sei que esse texto está bem longo – e olha que eu tentei não ser muito detalhista, hehe! Esse relato é uma parte de mim, uma parte do que sou e do que faço. A reportagem é uma amostra do meu potencial, que irei continuar desenvolvendo e aprimorando nos próximos dois anos de graduação (e depois também, rs). Afinal de contas, qual foca não teria orgulho de seu primeiro trabalho jornalístico? :)

Um beijo no coração de vocês, nos vemos em 2010!

A primeira viagem da foca

Amanhã eu vou pra Catalão, cidade goiana a 300Km de Brasília, fazer minha primeira reportagem fora do quadradinho conhecido como Distrito Federal. Também é minha primeira viagem como foca – foca é o apelido carinhoso para jornalistas iniciantes. Vou passar um dia e meio lá: chego sexta, na hora do almoço, e volto no fim da tarde de sábado.

Essa viagem é a experiência mais (in)tensa de uma disciplina chamada Técnicas de Jornalismo. A preparação começou há um mês; os alunos pesquisaram sobre a cidade e sugeriam temas para as reportagens. Depois, foi feita a divisão por editorias (política, economia, cultura) e cada repórter começou a preparar a pauta. As últimas semanas foram de apuração: pesquisa de fontes, agendamento de entrevistas e levantamento de informações. Parece fácil, e seria se a telefonista da faculdade não boicotasse os interurbanos dizendo que “o número não existe” ou que “ninguém atende”, mas no fim das contas deu pra entrar em contato com as pessoas de lá.

Eu estou na editoria de meio ambiente, farei uma reportagem sobre a questão da conservação dos parques e reservas ecológicas de Catalão. Minha vontade era fazer uma matéria sobre orçamento participativo, pois não é um assunto conhecido pela população, ela não sabe como contribuir, como fiscalizar, etc.,  mas acabei “seduzida” pela situação ambiental de Catalão.

Uma das provas de fogo dessa viagem é conciliar o tempo às necessidades de cada pauta. No meu caso, vou entrevistar três fontes oficiais e ainda vou colher a opinião de cidadãos de Catalão. Além disso, ainda existem reuniões de pauta com a professora (que no caso é a editora-chefe) e reuniões das editorias. Para minha sorte, a editoria de meio ambiente conta com 3 repórteres, então o encontro é mais fácil e rápido.

Para quem quiser acompanhar minha viagem, é só ficar de olho no meu twitter. A saga começa amanhã bem cedo: às 6h30 vamos sair da universidade rumo a Catalão, mas antes disso eu já devo dar pelo menos uma tuitada, heh. Quem tiver perguntas/dúvidas, é só mandar uma tuitada ou deixar um comentário. Desejem-me sorte!

Um beijo e até a volta! ;D

Quer saber como foi a viagem? Confira aqui!

Vamos colorir a vida de verde?

Amanhã, dia 5 de junho, é o dia mundial do meio ambiente. Algumas pessoas acham estranho quando eu falo “ei, usa o verso do papel pra rascunho!”, talvez porque eu não seja aquele esterótipo ambientalista que habita o imaginário popular, o bicho-grilo natureba. De fato, não sou uma ativista, mas me sensibilizei com a causa ambiental; eu percebi que não precisava fazer uma “revolução” aqui em casa para diminuir minha pegada. Desde o ano passado, comecei a adotar “medidas verdes” na minha rotina e tem dado muito certo, então decidi compartilhá-las com vocês hoje. São dicas simples, podem parecer bobas ou sem importância, mas é com elas que eu quero mostrar como é fácil contribuir com o meio ambiente:

  • Se você vai se ausentar mas não quer desligar o pc porque está esperando um email ou fazendo um download, desligue pelo menos o monitor.
  • Panfletos recebidos na rua ou por correspondência podem ser reutilizados para escrever recados ou fazer lista de compras. Aproveite também o verso das folhas impressas de um lado só.
  • Use ecobags para fazer compras. Elas comportam mais itens e são mais resistentes do que aquelas sacolinhas plásticas mixurucas.
  • Falando em compras, alguns produtos têm múltiplas embalagens (pra quê?!), então opte por aqueles que resultam em menos lixo.
  • É muito útil trocar as lâmpadas da casa por lâmpadas fluorescentes, mas sabe o que é ainda melhor? Desligar a luz do cômodo quando ninguém estiver lá! O mesmo vale para o ar-condicionado, televisão, abajur.
  • Separe o lixo seco do orgânico. Se você morar em condomínios, confira se os funcionários não misturam as sacolas quando recolhem o lixo (isso é BEM comum!). Aqui no prédio, o síndico colocou duas lixeiras grandes em cada andar e orientou o pessoal da limpeza.
  • Procure saber se existe um ecoponto perto de onde você mora ou trabalha. Eu descobri um no mercado e agora separo metais, plásticos, papéis, vidros e óleo de cozinha e levo lá quando vou fazer compras. Isso não dá trabalho de fazer, experimente!
  • JAMAIS descarte pilhas e baterias no lixo comum. Várias empresas tomaram a iniciativa de recolher esse material, então informe-se! Eu descarto em uma agência bancária na universidade. A moça pergunta “oi, veio abrir uma conta?” e eu digo “não, vim descartar essas pilhas!” *risos*
  • Em vez de jogar a água da garrafinha pelo ralo, regue um vaso de plantas!

Essas são algumas das muitas formas de reduzirmos desperdícios e cortarmos hábitos nocivos ao meio ambiente. O que posso acrescentar, por experiência própria, é que quando você começa a se reeducar e a mudar atitudes dentro de casa, você acaba por estender esse comportamento para o condomínio, o trabalho, a igreja, etc. Eu me interessei e busquei informações; com a internet, isso é ainda mais fácil. Vou deixar alguns links para que vocês possam saber um pouco mais sobre o assunto:

Um beijo a todos e até a próxima!

05/06/2009 – Post premiado no concurso Semana do Meio Ambiente, da Rede Ecoblogs.