O primeiro acidente de carro a gente nunca esquece

E se eu não tivesse saído cinco minutos antes do fim da aula?

E se eu fosse pra casa, em vez de ir encontrar minha mãe no trabalho dela?

Por que comigo?

Ainda não consigo acreditar que sofri um acidente de carro. Na verdade, não quero acreditar que meu carro foi destruído em menos de cinco segundos. Não quero aceitar que um moleque recém-saído das fraldas conseguiu fazer um estrago daquele tamanho.

Às 11h50, eu estava saindo da UnB para almoçar com a minha mãe. Tinha mudado de ideia de última hora; havia comida em casa, mas queria encontrar mamis. A professora estava enrolando para terminar a aula, então resolvi me poupar do blablablá dela e ir embora logo, pra não pegar trânsito.

Caía uma chuvinha fina. “Ainda bem que saí mais cedo, dá pra ir mais devagar”, pensei. Menos de um minuto depois, meu carro estava atravessado na pista, e eu estava a um passo de entrar em choque. O garoto, um tampinha que mal tinha um metro e meio, estava saindo do estacionamento e “não me viu”. Ele entrou na lateral do meu carro, logo depois da porta do motorista. Na pista molhada, perdi o controle da direção, não consegui frear e invadi a pista no sentido contrário. Bati de frente com outro veículo. (Difícil de imaginar? Veja o esquema.)

Eu estava em baixa velocidade, não devia nem ter chegado aos 50Km/h ainda. Quando houve o impacto na lateral, sabia que tinha acontecido alguma coisa, fiquei assustada, mas não me desesperei, porque sabia que não era nada grave. O pior foi o instante seguinte. Quando vi o outro carro vindo na minha direção, pensei: “será que eu vou morrer?”. Sim, tenho a lembrança nítida na minha mente. Não teve “filminho”, só essa pergunta. Logo depois, ouvi o barulho da batida e vi o capô do meu carro levantar, e um movimento lento pra trás devido ao impacto. Agora eu tinha certeza que o estrago era grande.

Não sofri nada, o que é ótimo, mas meu carro… Nunca vi ele fora do estado perfeito em dez anos de convivência. Por mais que consertos em lataria sejam chatos e complicados, eles doem menos do que uma frente destruída. Eu fui a mais prejudicada na batida. O carro do menininho desatento só teve o farol direito quebrado e um quebradinho no para-choque; o veículo que bateu de frente com o meu teve a frente avariada.

Para piorar meu estado, o rapaz que causou tudo isso estava acompanhado de quatro pessoas. Enquanto esperávamos a Justiça Volante, ele falou que começou a dirigir há pouco tempo. Ah, pra quê?! Sentenciei o imbecil naquele momento. Garoto inexperiente dirigindo carro zero com a galera não dá boa coisa. A vontade de se exibir fala mais alto. Deu no que deu. Agora ele vai ter de bancar o prejuízo de três carros; só pra consertar o estrago feito no meu Kadett, ele vai gastar cerca de dois mil reais.

Pensei que não ia viver essa experiência tão cedo. Tomo cuidado com o carro, sou atenta no trânsito, não falo ao celular, evito levar muita gente para não me distrair… e é justamente comigo que acontece essas coisas. Claro que eu sou grata a Deus por não ter me machucado, mas dói ver o meu xodó daquele jeito. É, parece que sou mais materialista do que imaginava.

Bem, além do desabafo, queria deixar um conselho que eu recebi na época da autoescola e me foi muito útil hoje. Se vocês vierem a se envolver em algum acidente de trânsito, acionem a Justiça Volante. Salvem esse número no celular: 0800-644-2020. Procurem saber se existe esse serviço na sua cidade, poupa muita dor de cabeça e facilita os acordos. ;)

Torçam por mim para que tudo se resolva e eu possa ter meu bebê perfeito novamente – o mais rápido possível. Por enquanto, não vou colocar as fotos dos danos, estou muito fragilizada com essa situação. Talvez eu deixe para quando ele estiver consertado, fazer um “antes e depois”. Aguardem.

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8 comentários sobre “O primeiro acidente de carro a gente nunca esquece

  1. Oi, vou invadir posso? Rs ;D

    Nossa, fiquei mesmo assustada com a sua história! Espero que você esteja se recuperando bem do susto, e que não fique com esses traumas de dirigir. Conheço tanta gente que sofreu acidente e hoje nem consegue pegar no volante pra ir na esquina!

    Bem, estou aqui torcendo pela sua recuperação e para que tudo dê certo !

    Beijinhos !!

  2. Bah, que droga, ainda bem que você esta viva, e o menino tb, como dizm ” se vai os aneis e ficam- se os dedos” um negocio assim. O jeito é continuar a vida e aproveitar o maximo dela né :D as vezes isso acontece pra deixar a gente mais antenada ou coisa assim :D bju!

  3. Hey Tati ^^

    OMG! quando li o título fiquei com core na maão… mas pensei ok ela está postando (ou seria alguém credo)…

    Em 1º lugar q bom q está aqui menina … ufa! que susto miga… em 2º FDP… porque é isso que vem depois esses garotinhos fazem o q fazem no trânsito por muito pouco seres do bem perdem a vida.

    Bjs miga se cuida

    :: Loma

  4. Preciso conhecer melhor a ideia desse Justiça Volante, mas já anotei o número no meu cel. Sério mesmo, fiz isso agora, assim que terminei de ler seu post.
    Eu sinto pelo carro. É um pouco de materialismo da nossa parte, mas eu entendo a sua frustração e “dor” ao ver seu xodó todo destruído. Ainda mais se voce não concorreu para que isso acontecesse.
    Felizmente eu nunca sofri algo assim. Já bateram no meu carro, mas nada grave, nada que me fizesse girar na pista. Acho que isso me deixaria bem assustada.
    No fim das conta, tem é que agradecer a Deus por nada pior ter acontecido.
    Bjitos!

    1. A Justiça Volante é muito eficiente, nem acreditei que em meia hora eu tinha uma garantia legal em mãos. O serviço pode ser chamado se não houver vítimas nem envolvimento de carros oficiais.
      E sim, sou muito grata a Deus por não ter me machucado. Acho que Ele lembrou que eu tinha muitos trabalhos finais a serem produzidos e entregues nas duas semanas seguintes, então me poupou da visita ao hospital, rs. #ironiadivina
      Um beijo!

  5. Ai isso é um cu mesmo, esses pirralhos que não sabem dirigir ou n tem carteira e batem na gente. Ainda bem que tu não te machucou, mas é foda o prejuízo no carro, a dor de cabeça…
    :* espero que o seu “bebê” fique inteiraço quando voltar

  6. Você tem razão: O primeiro acidente de carro a gente nunca esquece. Na metade do semestre passado eu estava indo à faculdade, junto com algumas amigas, quando um caminhão de cargas com placa de São Paulo (eu moro em João Pessoa) nos pegou de jeito. Ainda bem que, como você, também saí ileso para contar a história.

    Não posso dizer o mesmo do carro, né? Mas, como disse a colega acima, “vão-se os anéis, ficam-se os dedos.”

    Ah, minhas amigas também sairam ilesas, mas ficaram bastante traumatizadas.

  7. como assim… nossa…

    conheci um professor (não gostava dele) que dizia que cada pessoa tem um escudo impenetrável e invisível… que não bloqueia nada.

    tp, querendo dizer que tudo só acontece com os outros, porque é difícil acreditar que possa acontecer conosco um dia. é verdade…

    bem, o chato é que você não pode dirigir só por você, você tem que dirigir também pelos idiotas em potencial que estão em volta do seu carro… aff.

    que bom que pelo menos não aconteceu nada com você!

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