O dilema do Twitter

“Seguir ou não seguir, eis a questão.”

[tweetmeme]Foi depois de ler este post que fiquei tentada a escrever sobre a questão dos critérios pra seguir alguém. Deveria ser algo bem simples, se você tem vontade de seguir a pessoa, aperte o botão de follow. Só que não é bem assim. De uns tempos pra cá, a coisa começou a ficar mais séria. Dar unfollow virou ofensa, motivo de hostilidade. Aí começaram picuinhas do tipo “só sigo quem me segue”, “dou unfollow em quem me dá unfollow”. E depois não querem falar em orkutização do Twitter… Pois bem.

Seguir ou não uma pessoa depende do seu objetivo no Twitter. O que você quer fazer lá? E o que você procura? É isso que vai definir quem te segue e quem você vai seguir.  Quem usa o Twitter para fins “pessoais”, ou seja, quem responde literalmente à pergunta “o que você está fazendo?”, vai atrair amigos, parentes e quem mais estiver interessado em saber quando o indivíduo vai tomar banho. Se você usa o microblog para se inteirar das notícias e do que está bombando, vai atrair outro tipo de público. Essa é a lógica – que tem sido subvertida, creio eu, por alguma síndrome de carência.

Os assuntos sobre os quais eu mais tuíto são comunicação, tecnologia, Fórmula 1 e UnB (só por causa da greve). Tenho várias amigas que não me seguem porque eu falo de Fórmula 1. Elas não são “menos amigas” porque não me seguem. Sigo amigos que não me seguem, não sigo todos que me seguem. Pra mim, o Twitter é uma ferramenta pra compartilhar conteúdo, e um conteúdo que me interessa pode não interessar a outro.

Por ficar tanto tempo conectada ao Twitter, acabo sendo mais seletiva na hora de seguir uma pessoa. Enquanto recebo as atualizações via TweetDeck, estou fazendo outras atividades no computador, trabalhando, estudando, respondendo emails, escrevendo textos, lendo notícias e artigos, conversando no Skype, etc. Quem realiza várias tarefas ao mesmo tempo não curte ser interrompido com mensagens do tipo “ai tédio” ou “acabei de acordar”.

Cada um tem o direito de escrever sobre o que der na telha, assim como seguir (ou deixar de seguir) quem quer que seja. Discordo veementemente do “só sigo quem me segue”, em qualquer situação. Unfollow é questão de maturidade, não de amizade.

Agora eu quero saber: qual é o seu critério na hora de seguir alguém?

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11 comentários sobre “O dilema do Twitter

  1. É conhecer e fornecer material interessante.
    Sigo quem me segue, mas não por educação, mas quando conheço. E geralmente autorizo me seguir só quem conheço, então, por isso que sigo quase todos os meus followers.
    Bjitos!

  2. Respeito sua opinião mas não concordo c ela. Meu Twitter é extremamente pessoal e eu só sigo pessoas q eu já conhecia de outros lugares, virtuais ou não. Tem muita gente q me segue e assim q eu começo a seguir, me dá unfollow. Não consigo aceitar esse tipo de coisa, levo como pessoal mesmo. Se sou imatura? Sei lá, só sei q me importo c isso. Sigo pessoas q não me seguem, mas todas q me seguem são seguidas por mim. Me deu unfollow, dou unfollow tbem, simples assim ^^
    Beijos, bom final de semana =*

    1. À vontade pra discordar, hihi. Faça isso sem medo, e sempre que quiser!
      Entendo seu ponto de vista, mas fiquei com uma dúvida. Se uma pessoa desconhecida começasse a te seguir, você a seguiria de volta?

      Também acontece comigo de pessoas me seguirem e um tempo depois me darem unfollow, é uma tentativa barata de “autopromoção” para conseguir mais seguidores. Isso tem virado mania nos perfis de políticos, e é bem comum com perfis de marcas, mas já vi gente famosa fazendo isso também, vergonha alheia.

      Obrigada pela opinião, bom findi pra você também! ;*

  3. eie! eu particularmente posto muito no twitter. se a pessoa me dá unfollow, eu não vou ficar chateada, já que é um país livre e cada um lê o que quer. mas quando é alguem bem proximo de mim, eu procuro saber o que aconteceu (mas sem fazer barraco ou ficar mandando indiretas sem rumo, igual muita gente faz).
    beijos!

  4. Bom, eu sigo meus amigos, embora algumas vezes eles encham o saco com tweets toscos, mas, cada um cada um, eu sei que eu também devo encher muito o saco. Mas acho que se a pessoa SÓ posta coisas que não me interessam, nem o Johnny Depp de cueca me implorando faz com que eu a siga! ahuhshhuahusa
    :* bee

  5. não sei se eu comentei isso antes, mas li a resposta que vc leu sobre a veja e concordo com as suas opiniões.
    se eu já comentei isso, pf ignore!! rs

    não sabia que esse tipo de coisa estava acontecendo no twitter,
    eu mesma paro de seguir gente o tempo todo porque a pessoa só fala coisas que não me interessam nem um pouco..
    nem acho que vc comenta muito sobre formula 1.

    então, meu critério pra seguir alguém é a pessoa indicar links que me interessem… só :}

  6. eu não sigo quem me segue não, e tbm não dou unfollow em quem não me segue…concordo com você, a falta de maturidade às vezes priva as pessoas de adquirir certas coisas importantes como a informação; meu objetivo é ler X coisas no twitter, e só porque quem me fornece esse X não me segue isso não vai me impedir de querer receber esse tipo de informação X…lembro de ter dado unfollow apenas uma vez, numa banda que me seguiu, e uns dias depois me deram unfollow. nesse caso eu já acho muita cara de pau, uma banda que eu sequer conheço/ouço tentando usar meu rostinho como instrumento de divulgação! kkkkkkkk pra falar a verdade, pra mim follow e followers não fedem nem cheiram…a única coisa que eu não quero é que meu twitter fique infestado de twitts inúteis/fúteis =S

    bjs Tati =*

  7. Concordo plenamente! Odeio seguir as pessoas por diplomacia. Depois que o Twitter virou moda na minha escola, todo mundo começou a ter e me seguir, e já ouvi reclamarem que eu não sigo a maioria das pessoas, mas é como você disse, fico muito tempo conectada lá e não rola ter a timeline cheios de “vou dormir”, “acabei de tomar banho”, “não aguento mais esse calor”. Sem falar que seguir muitas pessoas de uma mesma turma acaba fazendo com que acompanhamos os “chats” que rolam lá. Odeio quem conversa coisas longas por twitter. Twitter não é msn.
    E é bem assim, depois quando a gente fala de orkutização, somos chatos, síndrome undergroud. Daqui a pouco veremos: não sigo sem reply, ou algo assim.
    Beijos

    1. Exato, Anna.
      O problema é que eu não vejo utilidade no que as pessoas estão fazendo. Existe uma diferença entre “vou almoçar” e “vou almoçar no novo restaurante da rua”, porque no segundo caso você pode contar suas impressões sobre atendimento, comida e preço. Você acaba gerando um interesse, sabe?
      Bem, há quem me ache arrogante por ser assim, e tem quem se ofenda quando digo que não sigo perfis sem conteúdo. Eu prefiro ser sincera do que ficar me estressando com tweets desinteressantes na minha timeline.
      Obrigada pelo comment! ;*

  8. Uma vez eu dei unfollow em uma suposta “amiga” minha porquê ela twittava DEMAIS! Ela me deu unfollow e parou de falar comigo. Parou mesmo. Depois eu segui de novo, já que o fogo no rabo dela tinha acabado, mas continuou por assim. Fiquei puta da vida e larguei de mão daquela tosca, dei un de novo e segui em frente.

    Há tantos critérios de seguir alguém…isso faria de cada um. Eu sigo quem eu quero, dane-se se não me segue ou não, também não sigo qualquer artista global, sigo as minhas artistas divonas e sigo gente que faz promoções dignas, hahaha.

    E sigo a minha divona mór, Tatchy. s2

  9. Olá Tenuto, como vai?

    Este post vem ao encontro de algumas discussões sobre a utilização das redes sociais virtuais e quem a utiliza – grande debate em andamento.

    A princípio, quando conheço o conteúdo que aquela referência vai me trazer é o meu motivador para seguir no Twitter, daí encontrar gestores de conteúdos das minhas áreas de interesse no meu badge, é claro, além dos diversos amigos que me servem com conteúdos que me fazem divertir ou ver outros interesses dentro daquilo que quero saber. Felizmente aqueles que me seguem não me deram unfollow por não segui-los de volta quando decidiram me seguir.

    Mas muitas outras questões darão material de discussão dentro destas redes sociais e os relacionamentos que tentam seguir o mesmo modelo dos antigos conceitos de relacionamento presenciais.

    Veremos como isso continua, afinal, acredito que acabar não é o verbo que conjugaremos tão cedo para estas ferramentas on-line.

    abraço

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