Recuperando o hábito de ler

Depois de dois anos lendo praticamente nada, estabeleci a meta de ler um livro por mês em 2014. Achei essa ideia melhor do que simplesmente “ler 12 livros” porque me pareceu mais concreta. Ter um período determinado para ler me forçava a não enrolar com a leitura. Para ajudar a cumprir a meta, selecionei 12 livros no Skoob, para que eu tivesse uma base de escolhas. Usei essa técnica porque, depois que leio uma história, fico indecisa olhando meus livros e me perco para decidir o próximo.

Selecionar os livros e estabelecer uma meta facilmente alcançável me empolgaram. Nos dois primeiros meses do ano, já havia lido 4 livros. No meio do caminho, peguei títulos que não havia escolhido inicialmente, como foi o caso de Jogos Vorazes. Li o primeiro volume da trilogia por curiosidade e depois estava louca atrás do resto da série, rs. De qualquer modo, mantive a seleção de 12 livros, para escolher entre eles se eu já não tivesse algo em mente.

Ainda no primeiro semestre, a meta desandou bastante, mas no bom sentido. Em média, estava lendo dois livros por mês. O livro que mais demorei a ler nesse período foi A arte de fazer acontecer, pois foi o primeiro livro técnico que encarei. Levei dois meses e meio para vencer suas 200 páginas.

Em setembro, havia lido 12 livros. Aí percebi que a estratégia de ter escolhido alguns títulos previamente me ajudou bastante. Já a meta de ler um livro por mês fez com que eu reservasse tempo à atividade, afinal de contas, ler é algo que eu adoro, então como poderia negligenciar isso? Foi preciso dar um pouco de prioridade. Reduzi o tempo à toa na internet e passei a desligar a TV quando a programação estava um tédio (algo bem comum pra mim, pois não tenho TV a cabo) para ler.

Quando comecei a andar de ônibus, lia meia dúzia de páginas enquanto esperava no ponto de parada. Não consigo ler dentro do ônibus porque fico enjoada, mas como o trajeto é curto eu aproveito pra descansar um pouco a mente. Também não leio quando estou andando, pois prefiro ficar atenta ao que e a quem passa ao meu redor.

Agora em novembro, já foram 17 livros lidos. Mudei a meta e estou na expectativa de chegar aos 20 livros, mas agora que consegui retomar o hábito de leitura, não estou tão preocupada com isso. O que me motivou a estabelecer a meta de um livro por mês foi justamente voltar a ter o hábito de ler. Às vezes, queremos dar um passo maior que as pernas, propor um objetivo surreal porque temos amigos que são devoradores e queremos ser como eles.

Tenho conhecidos que leem 30, 40 livros em um ano sem grande esforço. Acho incrível, mas não é alcançável para mim. É preciso ter bom senso e tranquilidade quando se estabelece uma meta. Se eu tivesse proposto a mim mesma ler 30 livros, estaria frustrada agora, pois li “só” 17. Talvez eu tivesse desistido mais cedo porque minha velocidade de leitura não me permitiria chegar àquela marca.

Só que meu objetivo era recuperar o hábito de ler. Para isso acontecer, pensei em uma meta razoável. Ler um livro por mês parece fraco, mas para mim está ótimo, já que nos últimos dois anos eu li quatro livros. Ou seja, eu me propus triplicar o resultado. E, no fim das contas, eu alcancei meu objetivo antes de alcançar a meta, pois em quatro meses eu já sentia que o hábito estava de volta em mim. Quando vi que o tempo estava “sobrando” na minha meta, tive certeza de que cumpri a missão.

Mesmo que você estabeleça ser maratonista, se você é sedentária, não pode determinar “correr 10 km” como primeira meta. É importante ser realista ao traçar as metas, pois a intenção é estimular, não desanimar. Superar uma marca dá muito mais incentivo do que não atingi-la, por isso eu considero mais esperto estabelecer a si mesma uma meta “razoável” do que uma inalcançável. Superar nossas próprias expectativas dá muito mais vontade de seguir adiante.

Aceito sugestões de livros nos comentários :)

Você está no Skoob? Adicione-me por lá!

Por que não compro mais livros da editora Planeta

Era para ser um post sobre O vendedor de armas, do Hugh Laurie, mas fiquei tão horrorizada por ter em mãos um livro com tantos erros ortográficos e problemas de tradução que decidi mudar o foco.

As falhas apareceram logo no primeiro capítulo. Se não me engano, foi a palavra “descente” (correto: decente), repetida algumas vezes em dois ou três parágrafos – todas erradas. Em um dos últimos capítulos, lembro de o personagem falar de “acento” de privada (assento é onde se senta. Acento é o que vai sobre certas letras). Infelizmente, não tive o estalo de ir anotando os erros à medida que avançava a leitura das quase 300 páginas do livro, esses são os que lembrei agora.

Havia ainda o traveller’s cheques. É, tradução mal-feita também fazia parte do pacote. Essa é a única lembrança que tenho de falta de tradução, mas a construção confusa das frases é o que considero o maior problema da tradução do texto. Por várias vezes, tive de reler um trecho devido à falta de clareza. Certas passagens trocavam o “ele” e o “ela”, deixando-me confusa e fazendo com que eu voltasse um pouco para concluir quem afinal era o sujeito. Para quem aprecia a leitura, esse é o tipo de experiência desgastante.

Quando terminei O vendedor de armas, fui direto ao Google ver se eu havia sido “premiada”, se a edição era ruim, ou se o problema era generalizado. Convenhamos, é difícil acreditar que uma editora publique textos ruins do ponto de vista de gramática, tradução e revisão. Eu esperava que tivesse adquirido uma edição ruim, mas qual não foi minha ingrata surpresa ao descobrir que não era bem assim.

Encontrei três registros na internet com a mesma percepção que a minha; pior, bem anteriores à minha constatação. Um comentário é de dezembro de 2011, sobre o livro A princesa de gelo. Outros dois registros estão no site do Reclame Aqui, ambos sobre livros da série Dexter: um feito em setembro de 2012 e outro em janeiro de 2014. Todos mostram também o descaso da editora em corrigir o problema ou pelo menos dar uma satisfação aos leitores/consumidores. No site da livraria Cultura, metade das opiniões de O vendedor de armas contém reclamações sobre tradução e gramática.

Meu livro é de 2010. Eu o adquiri há três anos, pelo menos. Nesse tempo, a editora já poderia ter se consertado – mas não é o que a reclamação de 2014 mostra. Aí você para e pensa: num país em que o povo não tem o hábito de ler, país cujas crianças terminam o ensino fundamental sem conseguir se expressar por escrito ou fazer operações básicas de matemática, você tem uma editora que publica livros com erros gritantes de português. Ou seja, ainda que um indivíduo rompa essa triste e infame barreira cultural brasileira, ele vai se deparar com palavras erradas, e é essa grafia que ele vai assimilar como correta. Afinal de contas, livro é fonte de conhecimento.

É por tudo isso que O vendedor de armas foi o primeiro e último livro da editora Planeta que comprei. Sim, eu o adquiri há alguns anos, mas os problemas persistem. Livros com erros ortográficos e gramaticais são um desserviço à educação – são como carros que saem da fábrica com problemas no motor, na direção, nas rodas.

 

Obs: o livro do Hugh Laurie é ótimo, como comentei na minha resenha no Skoob. O negócio é ter brios para vencer as páginas tropeçando nos problemas do texto.

Como treinar o seu dragão

[tweetmeme]Para celebrar o Dia das Crianças, publico minha resenha sobre o livro Como treinar o seu dragão, da Cressida Cowell.

Livro "Como Treinar O Seu Dragão", Cressida Cosswell

Como Treinar O Seu Dragão conta a jornada de Soluço em sua iniciação como um legítimo guerreiro viking – junto com os outros garotos da tribo, ele precisa domesticar e treinar o dragão mais feroz e assustador que for capaz de capturar. Em vez disso, Soluço acaba com o menor dragão que já se viu – e, para piorar, o animal é teimoso, impossível de ser adestrado e completamente banguela. Começa aí a aventura do herói e de seu dragão muito mal-educado. (Sinopse da Livraria Cultura)

Li esse livro na última semana e adorei. Muito embora ele seja classificado como “livro infanto-juvenil”, achei a história bem elaborada (o livro tem mais de 200 páginas) e fiquei impressionada com o nível do vocabulário do texto. Não é aquele livro bobinho, sabe? É bem criativo, com desenhos meio rabiscados, como se feitos por uma criança mesmo.

A diversão fica por conta do Soluço tentando adestrar o dragão que capturou, Banguela, e os desafios do ritual de iniciação. Por ser filho do chefe da tribo viking, Soluço sente ainda mais pressão pra se sair bem, os outros meninos da tribo pegam no pé dele o tempo todo… quantas crianças já não passaram por uma situação dessas?

Como treinar o seu dragão é um ótimo presente. Além de uma história divertida, o texto é rico, usa palavras incomuns no mundo das crianças, como “estrábico” (quantas crianças sabem o significado dela?). E, apesar das 200 páginas, a narrativa é bem dinâmica e o texto é acompanhado por ilustrações, um prato cheio pra imaginação dos pequenos.

O melhor de tudo? O livro é baratinho, em alguns sites de livrarias você encontra por menos de R$15. Ele já foi adaptado para o cinema, mas ainda não assisti. Tenho vontade de ver pela curiosidade de saber se o filme foi fiel à história contada no livro, mas não alimento grandes expectativas.

E, mesmo pra quem já é crescidinho, ou beeem crescidinho, rs, vale a leitura. É leve, os personagens são engraçados e é uma ótima opção pra se desligar um pouco da faculdade, do trabalho, do dia-a-dia estressante. Livros desse tipo me salvam da falta de qualidade da televisão no final de semana. Enjoy! ;*

Verão de poucos livros

Queria ter lido mais nessas férias, mas dessa vez o universo conspirou contra meu ideal de ficar jogada na cama folheando um livro. Em dezembro, viajei pro Rio de Janeiro assim que as aulas acabaram. Meu descanso já começou mal: não tinha espaço na mala para os meus livros, porque minha mãe detesta despachar bagagem, então eu tive que me virar pra colocar quase um mês de vida em uma bagagem de mão. Optei por levar um livro só, que seria reservado para me distrair no aeroporto, e ficaria por conta do meu acervo de ebooks do meu notebook enquanto estivesse longe de casa. Até aí, tudo bem… não fosse o calor carioca. Não existia uma solução decente para usar o computador, era tudo desconfortável!

Quando voltei pra Brasília, resolvi fazer curso de verão na UnB. Com isso, os livros técnicos foram minha prioridade até o Carnaval. Foram três livros de radiojornalismo; talvez eu faça um post sobre eles. Junto com os estudos, veio o trabalho… e a falta de tempo.

Os SeteEnquanto estive no Rio, li Os Sete, do André Vianco, que eu conheci pelo blog da diva Selkhet, e O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger (um mês depois, ele morre e ninguém para de falar nesse livro, aff!). Os Sete é incrível, eletrizante. Fiquei interessada por ser uma história ambientada no Brasil, mas o que mais me encantou foi a qualidade da narrativa do Vianco. A forma como ele desenvolve as situações que acontecem em lugares diferentes, mas no mesmo espaço de tempo, é admirável. Um livro com personagens marcantes, por vezes divertidos, e uma história muito bem encadeada.

O Apanhador no Campo de CenteioQuanto ao O Apanhador no Campo de Centeio, é um livro muito gostoso de ler. Aos 19 anos e mal saída da adolescência, eu ficava relembrando essa fase da minha vida, identificando em mim os questionamentos do Holden Caulfield, personagem principal da história. Embora eu achasse deplorável aquela coisa de o garoto fumar e beber como se tivesse 40 anos, toda a incerteza que ele sente em relação ao futuro, as dúvidas de como a família vai encarar a expulsão dele, etc. Só queria saber como eu reagiria se lesse esse livro com 14 ou 15 anos, rs.

Apesar de não ter lido muito, aproveitei as férias para ir ao cinema, principalmente em fevereiro. Peguei uma sessão todo dia no feriado de Carnaval. No próximo post eu conto sobre os quase dez filmes que vi! Beijinhos!

Férias: relaxar e curtir

Nas férias eu costumo retomar meus maiores hobbies: livros e cinema. Assim eu me desligo um pouco do mundo, da internet, da neurose de checar meu email a cada cinco minutos. Parece que o blog também entrou nesse ritmo lento, né? Eu estava querendo postar desde segunda, mas não encontrava um assunto que me empolgasse… até que eu lembrei dos meus hobbies e pensei: por que não? Então, vamos lá!

Livro: O Diário de Um Mago”, Paulo Coelho

O Diário de Um MagoEu sei que todo mundo fala mal desse cara, mas sou daquelas pessoas que só acredita vendo, sabe? Infeliz mania, essa minha. Resolvi pegar o primeiro livro lançado por esse autor (sim, é outra mania também). A história está centrada no Caminho de Santiago, tudo se desenrola nessa peregrinação. A narrativa é boa, alterna o relato da travessia com os questionamentos do Paulo; o mais chato são as tais Práticas de RAM, que mais parecem instruções de livro de autoajuda. Entretanto, tinha algo pra piorar de vez a história: o final. Foi um desfecho óbvio e patético, decepcionei-me. Pelo menos podia terminar de um jeito menos deslumbrado… tenho certeza que Paulo Coelho pensou que havia virado purpurina, coitado.

Mesmo com essa experiência ruim, pretendo ler O Alquimista, pra “tirar uma média”, ver se minha opinião se confirma ou não. Além do mais, esse é um dos livros mais famosos do Paulo Coelho, talvez tenha algum motivo pra isso, rs.

Filme: A Era do Gelo 3 – Despertar dos Dinossauros

A Era do Gelo 3Estava apreensiva pela estreia desse filme, tinha medo que não fosse tão engraçado quanto os dois anteriores, mas ainda bem que eu me enganei! A história é divertida, o Sid (a preguiça) continua com um parafuso a menos, e o mamute Manfred está naquela paranoia de ser pai pela primeira vez. E como se não bastasse, ainda vai rolar confusão com dinossauros!

Aah eu adorei esse filme! É uma animação voltada pra crianças, mas não é aquela coisa infantil, bobinha, então vale a pena assistir. Agora, só estou aqui pensando se vai rolar A Era do Gelo 4… será?

Fico por aqui, um beijo a todos! Quem tiver sugestão de livros e/ou filmes pra mim, fique à vontade para colocar nos comentários! ;)