Sou jovem e otário: bebo vodca pelos olhos

[tweetmeme]A nova moda babaca importada por jovens brasileiros é “beber” vodca pelos olhos. Conhecida originalmente por vodka eyeballing, surgiu entre universitários do Reino Unidorumou para os Estados Unidos, e parece que já está chegando ao Brasil. Uma rápida pesquisa no YouTube e você encontra alguns brasileiros praticando tamanha estupidez. O mais “ilustre” é Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas, que protagoniza o vídeo acima (pode ser preciso fazer login no YouTube para assistir).

E qual é a razão pra jogar vodca no olho? De acordo com os praticantes, a bebida surte efeito mais rápido. Claro, em vez de demorar 20 anos pra conseguir uma cirrose, você pode ficar cego em menos de cinco! Que cool, não? E se isso não bastasse, ainda tem um cara conhecido realizando uma imbecilidade dessas. Sim, cada um tem o direito de fazer a burrice que quiser consigo mesmo, mas sempre há o jovenzinho sem cérebro nem discernimento que vai fazer exatamente a mesma coisa – porque o ídolo fez, “então eu vou fazer também”.

Eu me pergunto o que passa na cabeça de alguém pra ter coragem de realizar uma estupidez dessas. Qualquer um com ensino médio completo sabe como isso pode fazer mal. Aliás, qualquer um sabe os efeitos da bebida alcoólica, ou porque já sentiu no próprio corpo, ou porque algum conhecido contou. Mesmo assim, se arrisca, por “pressão dos amigos. Sei… a amizade é mais importante do que preservar a própria saúde. Genial.

Onde estão os pais nisso? Não é pra puxar a orelha do filho, é tarde pra isso, universitário já está bem crescidinho pra saber o que faz. Pai e mãe têm de instruir o filho quando ainda é criança porque, se não aprende por bem dentro de casa, o mundo ensina – de um jeito bem mais amargo. Na matéria do Daily Mail, a estudante Melissa Fontaine foi apresentada ao vodka eyeballing na universidade, aos 19 anos. Hoje, aos 22, ela sofre com o lacrimejamento constante do olho esquerdo.

Melissa pode ficar com a visão prejudicada quando estiver mais velha. “Sinto dor constante por causa do que fiz”, ela afirma na reportagem. “E tenho medo de que piore. Queria poder voltar o tempo e mudar as coisas. Mas não posso“. Por que agir assim? A empolgação do momento, a pressão para ser aceita, o medo de recusar a entrar na brincadeira e ser rotulada de careta.

É uma questão de mentalidade. Existem os caretas, os politicamente corretos, os ecochatos. E também existem os otários. Qual você prefere ser?

14/09 Leia também o post do @Cardoso sobre um caso de vodka eyeballing com um estudante universitário de Campinas, São Paulo. Indicação da Mariana.

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Falhas de higiene passam despercebidas

Quando você vai ao banheiro, você lava as mãos depois de se aliviar, certo? Mas, você toma esse cuidado antes?

Esse foi o mote para eu escrever este post. Passei a semana observando os “deslizes higiênicos” das pessoas, uma experiência bem interessante, heh, mas um pouco nojenta também.

Meu primeiro ponto de análise, por razões óbvias, foi o banheiro feminino. Quando crianças, aprendemos a lavar as mãos depois de ir ao banheiro, mas não ensinam a lavar antes também. A gente pega em dinheiro, em corrimãos, na maçaneta do banheiro e vai direto pra privada… tsc-tsc. O engraçado é que as mulheres, ao irem embora, pegam um papel para torcer a maçaneta, para não se contaminarem. Isso quando não resolvem terminar de secar as mãos com o mesmo papel depois de abrir a porta, rs.

Segundo ponto de análise: o laboratório de multimídia da minha faculdade, com cerca de vinte computadores. Na porta, um dispositivo altamente tecnológico de liberação de álcool em gel: uma garrafa plástica com um furo na tampa. As mãos dos alunos vão estar limpas e desinfetadas, até o momento em que elas tocam um teclado ou mouse do laboratório, porque esses equipamentos não são limpos no intervalo entre as aulas. Então, de que adianta o álcool?

Terceiro ponto de análise: o bebedouro coletivo. Ninguém encosta a boca ali, né? Eca! É melhor usar a garrafinha… hum, peraí, as pessoas não tem o costume de apoiar o gargalo da garrafa no cano do bebedouro? O pior é que, depois da epidemia de gripe A, retiraram o dispositivo menor, o da boca, e deixaram só o de garrafa. E sempre tem um mané pra beber água direto do cano…

Meu último ponto de análise foi o chão da universidade, mas quando cheguei a esse ponto, parei. Se tivermos que nos preocupar com todas as prováveis situações de contaminação, teremos de viver numa bolha. A gente não vai ficar doente porque sentou no chão, não é essa a ideia que quero passar, muito menos estou dizendo para deixar de tomar as precauções devidas. Eu quis mostrar com essas observações as falhas de higiene das pessoas e de estabelecimentos, a falta de atenção com os cuidados na prevenção de doenças contagiosas.

Bem, pensando melhor, aposto que depois desse post você vai passar a lavar as mãos antes de fazer xixi, não é mesmo? Hahaha!